Poste filosófico.
Apoie sua cabeça nele e solte o Verbo.
Este conteúdo foi publicado em Quarta, 9 de Agosto de 2006 às 17:06 e está arquivado em Geral, Loco, Nenhum dos anteriores, Filosofando. Você pode acompanhar quaisquer comentários a esta publicação através do RSS 2.0.
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9 de Agosto de 2006 @ 17:08
Poste
Semente da luz
Árvore da tecnologia
Espalha seus galhos
Segue nossas trilhas…
9 de Agosto de 2006 @ 17:18
Trilha que cega leva luz
Saber lúdico do tempo
Espaço físico do espaço
Apenas o fim de mais um começo
9 de Agosto de 2006 @ 17:21
Isolado em meio a naturezas mortas
Leva a vida
Mesmo na mais escura noite
Isolará o medo com sua luz…
9 de Agosto de 2006 @ 17:25
Fonte de mel
Nos fios de gueixa
Cabo q mascara
Choque entre o azul
E o cacho de acácia
Luz das acácias
Vc é mãe da luz…
9 de Agosto de 2006 @ 17:29
O acendedor de postes
Todo dia descia a rua
Poeirenta e suja
Com um varão na mão
E beliscava lá no alto
Cada lâmpada
Que se acendia,
Como num milagre
Uma a uma que brilhava
Em meio à tarde, quase ao fim do dia,
Vinha com a promessa da modernidade
Para meus olhos, entretanto,
Era uma espécie de susto, de miragem.
E eu, que era a menininha feia,
De pé descalço e roupa desleixada
Olhando, encantada o fio de estrelas,
Todas se acendendo, enfileiradas,
Tributava unicamente àquele homem o poder de dar
Luz e claridade à noite que chegava…
E se ele faltasse, quem daria,
Luzes aos becos e às trevas da cidade?
Se ficasse doente, se morresse,
E se apenas se cansasse da paisagem
E se um dia, de repente, se mudasse?
Ah, acendedor de postes,
Que tenho da criança do passado
Nesta mulher de hoje, de verdade?
Mataram teu ofício,
E os homens já não prescindem de tua ação diária,
Artesanal, paciente e insensata,
De vir a creditar cordões de luz, lúdicas e pálidas,
Sobre os telhados e pastos de nossas cidades,
A espantar os medos dos bichos que andam de noite,
A afastar os marginais que roubam criancinhas,
E das assombrações, que se não nos matam,
Fincam em nós o sentimento pavoroso da eternidade.
Mas ainda existes?
Onde te escondeste?
Todos se foram, os anos se passaram,
Contudo, fiquei aqui,
Sentada na varanda dessa minha idade,
Pés descalços, olhos esbugalhados,
À espera do milagre,
De que ainda possas surgir, em minha vida, à tarde,
Que ainda possas acender,
O fio de ilusões do meu passado.
Porque a vida é fria, é funda,
É úmida, é mal iluminada…
9 de Agosto de 2006 @ 17:32
Tanta tecnologia lá em cima.
Tanto cocô aqui em baixo.
10 de Agosto de 2006 @ 08:26
Pau mijado
que a luz dara
distribui forças
tomai nosso espaço
e nos regozijai…